Casa com História
Aspirante a escritora. Apaixonada por ambientes com memórias e personalidade.
PROJETO CASA COM HISTÓRIA

Casa com história nasceu da ideia de que um lar bonito não precisa ser genérico, frio e impessoal ou montado segundo um determinado padrão apenas para parecer perfeito em fotos e vídeos. Pelo contrário, acredito que ambientes especiais são aqueles que contam quem mora neles.
Aqui, a decoração é vista como um quadro vivo, onde histórias são contadas e memórias são revividas.
Eu compartilho transformações reais, escolhas de móveis e peças de decoração, dicas de coisas úteis e práticas para o dia a dia da sua casa, sempre pensando em deixar o ambiente mais bonito e organizado, mas também cheio de personalidade e significado.
Atualmente, estou renovando minha cozinha e dando um upgrade no meu escritório, selecionando cada item – dos puxadores do armário aos objetos da estante – com um olhar de curadoria. Como Shop Creator, compartilho cada etapa dessas reformas, testando produtos e trazendo as melhores oportunidades das plataformas que eu confio, para que você também possa transformar sua casa em um espaço que conte a sua história.

Liss bischoff
Creator 50+
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Prólogo
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Prólogo
“Segue o material que temos da sua lista. Os que faltam, infelizmente, não estão disponíveis.
Como o material não vai completo, não vou te cobrar nada por esse atendimento.
Espero, de qualquer maneira, que esses documentos sejam úteis para a sua pesquisa.
Um abraço,
…”
Olho para os anexos e vejo: dois arquivos em PDF - Bischoff_1 e Bischoff_2.
Como assim, esse é “o material que temos da sua lista”? Dois PDFs?
Dois PDFs de um total de 7 pastas identificadas no site da Instituição, onde deveria haver uma pasta de documentos históricos de Theodor, outra da sua esposa Margarida e vários outros em pastas de “Organizações”, “Artigos e referências” e “Clipping”… foi só isso que restou de documentos custodiados por esse centro de estudos e documentação sobre imigração de países de língua alemã a respeito do meu Tetravô Theodor Bischoff, que emigrou da Alemanha para o Brasil em 1846?
Confesso que naquele momento, a frustração tomou conta de mim. Eu sentei à mesa do meu escritório e senti os ombros pesando e puxando para baixo, assumindo uma postura de derrota.
Eu tinha expectativa de encontrar vários documentos, talvez até fotos dos meus antepassados que, além de me ajudar na complicada tarefa de juntar provas para o meu pedido de cidadania alemã, também iriam servir para entender melhor a história da minha família.
Respondi o email para tentar entender melhor o que significava “os que faltam não estão disponíveis” - Isso queria dizer que “não estão digitalizados ou disponíveis para o envio on-line“? Ou que simplesmente “não existem nos arquivos do instituto”?
A resposta veio explicando que, no caso, era a alternativa “b”. Segundo o arquivista, esse tipo de coisa, infelizmente, pode ocorrer em arquivos e bibliotecas. Por mais que se tome cuidado, às vezes, as coisas “somem”…
Fiquei me questionando porque as pessoas faziam esse tipo de coisa. Por que tomar para si documentos tão valiosos do ponto de vista histórico, que poderiam ser úteis para tantas pessoas, tantas gerações a seguir que poderiam usa-las para pesquisar e descobrir fatos importantes sobre a história da família?
Mas apesar da minha consternação, não havia muito o que fazer. Era isso que tinha naquele momento. Então decidi abrir os PDFs e ver quais eram os documentos que haviam restado.
Aquele com o título “Bischoff_1” era uma cópia do que pareciam ser páginas de um livro ou jornal antigo. A numeração ia da página 264 a 269. Escrito em alemão. Com uma gravura na primeira página que eu supus ser o retrato de Theodor.
O outro, de uma única página, era a cópia de um recorte de jornal de 4 de janeiro de 1932, celebrando o 50º aniversário do jornal Neue Deutsche Zeitung (antigo Koseritz’ Deutsche Zeitung), sediado em Porto Alegre. Nessa página nada falava sobre Theodor, mas eu sabia que a razão de eu a estar recebendo naquele email era porque o nome de Theodor aparecia oficialmente listado como um dos membros vinculados a este importante jornal, fundado pelo seu amigo pessoal Karl von Koseritz.
Voltei ao PDF “Bischoff_1” para entender do que se tratava. Fiz print de cada uma das páginas e pedi para a Inteligência Artificial (IA) traduzir para mim.
O texto era um necrológico, um obituário e memorial biográfico detalhado de Theodor (também referido como Dietrich Bischoff), publicado no Koseritz' Deutscher Volkskalender de 1902. Era uma homenagem póstuma ao importante colaborador do calendário e do jornal, que havia falecido em março de 1901, aos 71 anos, após sofrer um derrame (Acidente Vascular Cerebral - AVC).
O texto contava um pouco da biografia, da trajetória de vida de Theodor, desde sua origem na Alemanha até se tornar uma figura respeitada no Rio Grande do Sul.
Ao ler a tradução do texto identifiquei trechos que eu já havia lido em outros lugares, como o fato dele ter nascido em Bremen em 3 de setembro de 1829, ter chegado ao Brasil em 1846 e ter se estabelecido inicialmente no Rio de Janeiro antes de seguir para o Rio Grande Sul dois anos depois.
Não eram informações exatamente inéditas pra mim. No entanto, o texto continha alguns detalhes adicionais que até aquele momento eu desconhecia (ou não sabia sua origem e veracidade).
O texto também falava a respeito dos estudos que ele realizou sobre a fauna, flora e etnologia (especialmente sobre os indígenas, chamados na época de "Bugres") do Rio Grande do Sul, ressaltando seu sucesso e reconhecimento nessa área, tendo suas coleções expostas em eventos oficiais importantes no Brasil e na Alemanha entre 1881 e 1886.
Ao final do necrológico havia um poema. E o documento encerrava com a Capa do Calendário (a folha de rosto do Koseritz' Deutscher Volkskalender para o ano de 1902) e a Nota de Arquivo (um registro posterior, de 1931, do Instituto que catalogou os documentos).
Ao ler aquela tradução, linha a linha, meus olhos se encheram d’água. Aquilo não era só uma coleção de documentos burocráticos que eu precisaria apresentar para um eventual pedido de cidadania. Theodor não era só um nome numa lista de imigrantes. Não era só um perfil num site de genealogia. Theodor tinha uma história de vida e, em muitos momentos, essa história parecia ecoar na minha própria história.
Lembrei do meu avô. Lembrei do meu pai. Ambos já falecidos. Como as coisas parecem se entrelaçar… Não contive a emoção. Antes que eu tivesse conseguido chegar ao fim do texto, as lágrimas corriam pelo rosto. E eu não sabia nem explicar direito por quê.
Eu percebi que aquele texto de poucas páginas representava praticamente tudo que se sabia a respeito desse homem. Era um resumo, de poucas linhas, de uma vida inteira que, com certeza, foi muito mais do que isso.
E eu sentia um certo aperto no peito ao lembrar que esse pouco que restou da história dele também estava ameaçado, pois também poderia “sumir”… (lembrando das palavras do arquivista no email que recebi)
Por outro lado, aquele pequeno resumo biográfico me empolgou. Eu queria saber mais sobre aquele homem que não era só meu antepassado, mas parecia ser a origem de um elemento inquietante de DNA que eu carregava no sangue. Sempre me questionavam “de onde vem isso?” Bom, talvez seja daí...
Então eu decidi que ia atrás, que ia pesquisar onde fosse preciso - fosse no Brasil, fosse na Alemanha - para reconstruir essa história. Para minha surpresa, foi mais fácil encontrar documentos históricos ainda mais antigos, em outro país, em outro idioma, do que encontra-los aqui no Brasil.
Eu comecei a mergulhar nos registros de nascimento, casamento e óbito, testamentos, inventários e listas de endereços. E de repente me vi modelando Theodor de certa forma. Estava me transformando numa pesquisadora.
Enquanto lá no século XIX, Theodor pesquisava, encontrava e coletava fragmentos do passado, e a partir deles, gerava hipóteses sobre o que poderia ter acontecido, para, então, contar a história do lugar e dos seus habitantes, eu, aqui no século XXI, estava fazendo a mesma coisa para contar a história dele (e da minha família).
Em vários momentos, ao encontrar um novo documento histórico, eu parei e chorei, tamanho o impacto das descobertas que eu fiz. A cada momento eu sentia como se estivesse conhecendo, pela primeira vez, um parente próximo, e, ao mesmo tempo, logo em seguida vinha o luto pela perda dele.
Com base em tudo pesquisei, consegui juntar as peças e começar a entender o que aconteceu. E decidi escrever esse livro para revelar ao mundo as descobertas que eu fiz. Para que essa história não seja apagada, perdida, esquecida.
Meus relatos aqui, sempre que possível, irão retratar fielmente o que os registros históricos mostraram. No entanto, mesmo com muita pesquisa e um rastro de documentação recuperada, ainda restaram algumas lacunas. Então em alguns momentos, eu precisei recorrer à imaginação, à intuição e à lógica para tentar reconstruir pedaços da história, sobre os quais, infelizmente, não se tem registros históricos precisos ou completos para apresentar.
Então agora que você já conhece um pouco sobre o Theodor, deixe-me apresentar o restante da família.
Nos próximos capítulos faremos uma viagem no tempo. E vamos começar onde tudo começou: em Bremen, em 1846.
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[Author name] has written the finest fantasy trilogy in recent memory. He’s one writer no one should miss.
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Chapter 01
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